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Museu do Índio desocupado violentamente

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Texto  e imagens produzido pelo Coletivo Carranca, por Leonardo Soares Coelho.

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O Museu do Índio, no Rio de Janeiro, foi desocupado na noite dessa terça-feira pela PMERJ, que retirou violentamente os ocupantes e ativistas que acampavam dentro e em frente à instituição. O advogado Aarão da Providência foi detido por supostamente desacatar um policial.

A ocupação se iniciou semana passada como um ato político e desde então vinha sendo palco de confrontos entre os seguranças, a Polícia e entre os próprios indígenas, alguns dos quais inclusive agrediram seus irmãos. O chefe José Guajajara comentou que um dos principais interesses é que indígenas sentem na cadeira de presidência da Funai e também do Próprio Museu do Índio. “Depois de 516 anos ainda dizem que somos incompetentes de administrar nosso próprio patrimônio. Temos gente preparada para isso”

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Dentre os motivos citados para a ocupação estão a extinção da PEC 215, que transfere do Executivo para o Legislativo a palavra final sobre a demarcação de terras indígenas. O texto é encarado pelos diversos povos tradicionais brasileiros e ativistas como uma ameaça aos direitos indígenas. Além disso, os ocupantes pedem o fim dos casos de violência contra eles. O pajé Ash Ashaninka citou também que “reinvidicamos também a reintegração do terreno da Aldeia Maracanã”

Confira dois vídeos que flagram a ação violenta da PM, o primeiro produzido pelo Mutirão Rio2016 e mostra a prisão do advogado Aarão da Providência, da etnia Guajajara, que defendia indígenas de um despejo ilegal. O segundo é domomento da desocupação violenta, produzido pela Mídia Independente Coletiva (MIC):

 

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