Política

No Rio, ação direta nas ruas marca dia em que Temer decidiu não renunciar

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No dia 18, comparecemos em uma manifestação espontânea, no Rio de Janeiro, contra o presidente Michel Temer, que negou sua renúncia após ter sido flagrado em um áudio que prova o seu aval ao empresário Joesley Batista, da JBS, para que comprasse o silêncio de Eduardo Cunha na prisão. Milhares de pessoas ocuparam as ruas de diversas cidades no Brasi. No Rio, o ato começou se reunindo na Candelária e seguiu um trajeto pela Av. Rio Branco, terminando na Cinelândia, centro da cidade.

Enquanto do alto de um caminhão de som, representantes das centrais sindicais, partidos e movimentos ligados à esquerda burocrata, se digladiavam pelo microfone para se auto promoverem como líderes do ato, na rua os militantes anarquistas denunciavam o oportunismo eleitoreiro das falas. Com um discurso raso por “Diretas Já”, a velha esquerda tentava encerrar a manifestação e promover a criminalização dos manifestantes mais revolucionários que clamavam pela ação direta. Depois de muita discussão (inclusive com seguranças agredindo manifestantes anarquistas) e a recusa das centrais e partidos em largar o microfone e o oportunismo, aqueles que realmente lutam por um socialismo revolucionário resolveram focar na ação direta e ir ao que interessa, pois em volta de toda a manifestação haviam policiais militares, braço armado do Estado e que precisavam ser o alvo.

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Após formarem uma linha na frente do contingente da PM, os manifestantes foram recebidos com balas de borracha, bombas de gás e efeito moral. Em seguida a resistência conseguiu reagir com pedras e garrafas que estavam no chão, conseguindo atrasar a ação da policia que tentava cercar toda a manifestação. Infelizmente o que se viu nas horas que seguiram foi um verdadeiro massacre da Polícia Militar, que perseguia em cima de motos e caminhonetes qualquer pessoa que estivesse pelas ruas da região. O Coletivo Fotoguerrilha flagrou o momento em que um PM atira à queima roupa nas pessoas que estavam em um bar na Lapa.

É imprevisível o desenrolar nas próximas semanas sobre a situação do país, Michel Temer persiste em não renunciar e até mesmo a sombra dos militares começa a surgir como opção no cenário político. Enquanto a velha esquerda se promove com o discurso das diretas e defende o mesmo sistema burguês eleitoreiro das últimas décadas, acabam abrindo espaço para milicos também se promoverem politicamente. Do outro lado, os militantes mais revolucionários e adeptos da ação direta como ponto de partida para a emancipação do povo, se colocam como alternativa para reais mudanças no processo da luta de classes que se acirra no Brasil.

Confira em imagens o que registramos neste dia de luta no Rio. Fotos por: Kauê Pallone/Megafonia.

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