Política

Luta contra reforma da previdência se fez com ação direta no Rio

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Ontem (15), ocorreu uma grande ato de paralização dos trabalhadores contra a reforma da previdência, convocado por sindicatos de diversas categorias e estados. Comparecemos na manifestação do Rio de Janeiro, um estado que sofre com a perda de direitos e com a falência financeira causada pelas falhas de seus últimos governos e o atual.

No ato, milhares de pessoas fizeram uma caminhada sem nenhum incidente que pudesse atrapalhar o trajeto escolhido entre a Praça da Candelária e a Central do Brasil. Ao chegar no fim do protesto, manifestantes adeptos da ação direta resolveram agir contra provocações e ataques da Guarda Municipal que atacava os trabalhadores com gases.

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Neste meio tempo, a direção das centrais sindicais que tentavam a todo custo ditar as regras do ato, tentaram polarizar ideologicamente o protesto acirrando os ânimos. Uma briga entre o setor independente da manifestação e os seguranças das burocráticas centrais sindicais (os velhos bate-paus) se iniciou, tirando por algum momento o foco contra o estado e sua repressão, além da reforma da previdência, esta última a grande pauta do dia.

Após muita discussão e resistência dos ativistas autônomos diante dos seguranças das centrais o foco voltou a ser a luta contra a perda de direitos e do futuro. Com os olhos de volta às carabinas de bala de borracha da Guarda Municipal, os trabalhadores deixaram de dar ouvidos aos líderes dos sindicatos que faziam palanque no local e resolveram praticar a ação direta.

Bombas e balas de borracha eram atirados contra os manifestantes, eles por sua vez reagiam com pedras e fogos de artifício, que atrasavam a repressão. O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi chamado e logo em seguida uma perseguição arbitrária aos trabalhadores foi feita pelas ruas do centro do Rio de Janeiro.

Da Central do Brasil a dispersão do ato foi parar na Cinelândia, onde sofreu ainda mais com a repressão policial. Alguns jovens foram presos sem qualquer acusação contra eles, outros mais idosos sofreram com os gases lançados até mesmo dentro de bares da região.

Policiais com moto faziam provocações a qualquer um que estivesse na rua, como se houvesse um toque de recolher convocado pelo governo do Rio. Policiais do Centro Presente foram vistos fazendo prisões arbitrárias e agredindo pessoas nas ruas, além disso foram flagrados usando armas letais.

Entre os feridos mais graves está uma professora que teve a perna quebrada por um chute vindo de um guarda municipal.

De acordo com algumas fontes, provavelmente mais atos serão convocados nas próximas semanas ou dias.

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