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FOTOGUERRILHA, a retomada – Ensaio #ocupatudo, por Bárbara Dias.

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Mais um ensaio da retomada da Fotoguerrilha, agora após a união entre a Megafonia com o coletivo Professores Midativistas (entenda aqui a fusão), desta vez é a fotógrafa Bárbara Dias que apresenta seu olhar sobre a luta dos secundaristas no Rio de Janeiro. O texto também é dela, confira.

No ano de 2016, os estudantes secundaristas do Rio de Janeiro, ocuparam as ruas, as suas escolas e diversas sedes administrativas da educação Estadual, em busca de que suas pautas de melhoria da educação pública, fossem atendidas.

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Eles decidiram ocupar as suas escolas em oposição a política educacional do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que vem cada vez mais vinham sucateando os espaços escolares, com cortes de verbas, diminuição no quadro de funcionários (limpeza e porteiros) e precarização no funcionamento de suas estruturas pedagógicas. Outras pautas era a crítica a falta de horizontalidade nas decisões sobre o uso e espaços pedagógicos, em prol de eleições democráticas nas escolas e em apoio a greve dos professores, que lutaram contra os parcelamentos a atrasos de salários e perda de direitos trabalhistas.

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Registramos através de nossas lentes, uma parte desse movimento estudantil ocorrido na cidade do Rio, pois, o movimento foi para além da capital, atingindo mais de 80 escolas em todo o Estado. Durante as ocupações que iniciaram em março e findaram em junho de 2016, os estudantes deram uma aula de auto-organização e autogestão do espaço escolar, além de aguerrida luta contra os representantes da Secretaria Estadual de Educação, que tentaram de toda forma intimidar o movimento, através do uso de estudantes contrários as ocupações (o desocupa), e até mesmo reprimindo o movimento com violência policial.

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Alguns avanços que as ocupações das escolas estaduais conseguiram foi o direito de eleger democraticamente seus diretores, ativação de alguns espaços que encontravam sem uso, como laboratórios e salas de informática, reformas de quadras e equipamentos esportivos e construção de refeitórios e cozinhas nas escolas que não as possuíam, além é claro o legado do levante que os secundaristas fizeram, tornando-se mais críticos e atuantes nas lutas políticas.

Veja o ensaio completo em FOTOGUERRILHA.COM

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