Sociedade

Em São Paulo, estudantes não recuam e sofrem repressão do Estado

Compartilhe isso:

De mãos dadas, governo e prefeitura de São Paulo continuam seguindo sua linha “gestora” com toques de autoritarismo e repressão para manter o projeto neoliberal para o qual a maior cidade do país está sendo lançada. Recentemente uma conquista das lutas de 2013,o passe livre estudantil, que possibilitava o estudante fazer 8 viagens ao longo de 24 horas, dando o direito a ele poder estudar, procurar emprego e ocupar os centros de cultura da cidade, foi cortado. Agora, os estudantes só podem fazer 4 viagens com um limite de duas horas.

Os secundaristas são os mais atingidos com o corte e mais uma vez protagonizam as lutas contra os retrocessos nas políticas públicas sucateadas pelas investidas do regime burguês. Ontem (24), ocorreu o 5º ato contra o corte no passe livre, a concentração foi na Praça da Sé e seguiu até a região da prefeitura, onde terminou com a queima de uma catraca de papelão.

A Polícia Militar seguiu o ato e, segundo relatos, tentava intimidar os estudantes à todo momento. Após o fim da manifestação, policiais militares invadiram um ônibus e a socos e empurrões retiraram alguns estudantes que estavam dentro do veículo voltando para casa. O momento da ação arbitrária da PM pode ser visto no vídeo abaixo:

Segundo as pessoas que presenciaram a abordagem arbitrária da PM, houveram agressões racistas, com policiais chamando os estudantes de macacos, mulheres menores de idade sendo revistadas por policiais homens, socos e cusparadas no rosto dos jovens.

“A galera que mora longe precisava ir para casa, paramos um ônibus para o Terminal Campo Limpo, ai eles (PM) queriam esvaziar naquele momento, mas não conseguiram, em seguida quando chegou ali no muro cemitério da consolação dois ROCAMs (políciais em motos) entraram na frente (do busão) e apareceram vários policiais armados pedindo para a gente descer, nós falamos que não íamos descer pois estávamos com muito medo, o motorista abriu a porta, uma galera desceu e apanhou. Ai ele fechou a porta, mas entrou um policial armado pela entrada da frente falando que ia atirar se a gente não descesse, o pessoal começou a cair no chão (na confusão) enquanto outros policiais entraram pela porta de trás dando cacetada. Quando começamos a descer vimos uma fila cheia de policiais espancando as minas e os caras sem dó, separaram os menores dos maiores, tiraram foto dos RGs de todo mundo”, conta um dos estudantes que presenciou a violência policial.

Os estudantes foram levados para o 78º DP e só foram liberados após às 5h da manhã. Novos atos estão previstos, os estudantes seguem se organizando e afirmando que não irão sair das ruas enquanto houver o corte no passe livre estudantil. Uma assembleia de organização das próximas ações está marcada para amanhã

FOTO DE ABERTURA POR: Secundaristas em Luta SP

 

 

 

 

Compartilhe isso:

Comente

Comentários

Powered by Facebook Comments