Política Sociedade

Continua a luta dos servidores no Rio, mas centralização de sindicatos ameaça a luta.

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Hoje, diversos servidores fizeram um ato em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) para se manifestar contra as medidas de austeridade do governo que tramitam pela assembleia e a privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (CEDAE), aprovada ontem pelos deputados.

O que se viu hoje foi um ato mais reduzido, com o Movimento dos Servidores Públicos do Estado (MUSPE) e do Sindicato dos Trabalhadores de Água e Esgoto (SITAE) tentando centralizar decisões que poderiam ser votadas em assembleia com os que compareceram ao ato, de forma descentralizada. Assim como na manifestação de ontem, onde a falta de organização e conversa levou diversas pessoas para uma emboscada da Polícia Militar, hoje a falta de combatividade foi o resultado do diálogo limitado dos sindicatos com os trabalhadores.

Homem sendo impedido por PMs de atravessar uma das ruas que cercam a ALERJ, que mesmo com o ato pacífico estava sitiada.
Homem sendo impedido por PMs de atravessar uma das ruas que cercam a ALERJ, que mesmo com o ato pacífico estava sitiada. Foto: Kauê Pallone.

A repressão deu as caras e aproveitou o público reduzido para tentar intimidar as pessoas e principalmente perseguir os mais autonomistas e a juventude combativa. Abordagens ilegais contra estudantes que não demonstravam qualquer perigo foram feitas pelos policiais militares e houve um cerco do choque nas ruas em volta da ALERJ, impedindo o ir e vir da população.

Manifestantes autonomistas e estudantes foram perseguidos com abordagens ilegais e intimidação da PM. Foto: Kauê Pallone
Manifestantes autonomistas e estudantes foram perseguidos com abordagens ilegais e intimidação da PM. Foto: Kauê Pallone

Novos atos estão sendo convocados, mas ainda fica a dúvida sobre como o modo de organização dos sindicatos pode afetar na queda da combatividade do movimento e de sua eficácia.

Confira abaixo a cobertura do Coletivo Fotoguerrilha:

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