Sociedade

Como foram as marchas antifascistas.

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Aconteceu, em pelo menos quatro estados, a Marcha Antifascista. Os atos ocorreram no sábado (13) e em alguns deles a repressão da Polícia Militar demonstrou mais uma vez de que lado o Estado está quando o povo vai às ruas lutar contra uma forma de radicalismo político nacionalista e autoritário. Como soldados fascistas, policiais militares atacaram as marchas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em Sampa a marcha se concentrou por volta das 14h na Praça da Sé, seguindo em caminhada na direção da República, onde o ato foi reprimido. O motivo da repressão teria sido uma ação direta contra símbolos do capital, como quebrar as vidraças de bancos. Apesar de a ação ter sido condenada por algumas pessoas que compareceram no ato de SP, é fato que bancos e setores capitalista colaboraram com o fascismo italiano e o nazismo alemão no século passado e, ainda hoje, financiam governos autoritários e seus braços militares.

Concentração da marcha na Praça da Sé. Foto: Amanda Ivanov/Megafonia
Concentração da marcha na Praça da Sé. Foto: Amanda Ivanov/Megafonia

Antes mesmo de começar a marcha, já havia uma mobilização de policiais armados no entorno da concentração, o que já demonstrava qual era o objetivo do governo paulista, já intimidando as pessoas antes mesmo de qualquer ação direta acontecer. Cerca de quatro pessoas (faltam fontes) foram presas, mas de acordo com infos, liberadas algumas horas depois.

Policiais militares perseguem manifestantes na Praça da república. Foto: Kauê Pallone/Megafonia
Policiais militares perseguem manifestantes na Praça da república. Foto: Kauê Pallone/Megafonia

No Rio de Janeiro,  a marcha foi marcada por uma intervenção proposital dos militares, quando o ato chegava à região dos Arcos da Lapa os policiais provocaram os manifestantes com empurrões e alguns PMs tentavam retirar os lenços que algumas pessoas usavam para proteger a exposição de seus rostos, contra possíveis perseguições que podem ocorrer futuramente. Mesmo com os antifas não aceitando as provocações e seguindo com a marcha pacificamente, um dos policiais jogou spray de pimenta contra o rosto dos manifestantes iniciando a repressão generalizada contra a marcha. Veja no vídeo abaixo, feito pelo Coletivo Tupinamba:

Em Curitiba também teve marcha, mas até agora não tivemos infos de repressão. Já na marcha de Porto Alegre houve registro de violência policial, que pode ser vista neste vídeo.

Independente das opiniões dos que organizaram os atos sobre como praticar a ação direta (principalmente no caso de São Paulo), o que fica claro é que a criminalização daqueles que lutam contra sistemas autoritários está cada vez mais comum aos olhos da sociedade. A mídia e o Estado produzem uma narrativa pela metade, que só favorece aos interesses daqueles que financiam o fantasma do fascismo que ainda ronda por aí. O mundo passou por períodos tenebrosos quando a bandeira fascista ela levantada como opção e apoiada por setores da burguesia. Hoje, vidraças de bancos são mais consideradas por esta narrativa, do que a ação violenta da PM. Os militares e a polícia judiciária além de serem o braço de defesa do sistema burguês e seu capital, ainda utiliza os mesmos métodos e estratégias que as polícias de Mussolini e Hitler. O que fica registrado é que a luta continua e que há pessoas interessadas em que ela seja persistente e cada vez maior, é preciso esmagar qualquer forma de fascismo e agir contra aqueles permitem que ele ainda exista. Viva à luta antifascista.

Abaixo segue o filme “Fascism .INC”, que demonstra como estas corporações aqui citadas colaboraram no século passado para que o fascismo fosse levado adiante por governos autoritários e como ainda seguem priorizando esse caminho.

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