Sociedade

Bate-paus da CUT se exibem na web após fazerem papel da repressão

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Não é de hoje que vemos infiltrados e seguranças contratados pela esquerda burocrática agindo de forma truculenta em atos populares onde uma  gama considerável de manifestantes se reúnem, principalmente quando há interesses de grandes centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical em controlar os trabalhadores que vão para as ruas lutar pelos seus direitos. Mais um mal exemplo deste controle centralizador das centrais pôde ser constatado ontem (15), no centro do Rio de Janeiro, durante a manifestação contra a reforma da previdência.

Se já não bastasse as centrais tentarem impor trajetos e regras dentro dos atos, principalmente para prevalecer seus acordos com a polícia do estado para impedir a ação direta de ativistas autônomos e mais revolucionários, os sindicatos através de seus seguranças contratados tentaram impedir a desobediência civil através da truculência de seus bate-paus.

Houve então uma verdadeira tentativa de polarizar o ato ao tentarem impedir que manifestantes independentes utilizassem da ação direta como meio de protesto. Quando o ato chegou à Central do Brasil, alguns ativistas tentaram reagir às provocações da Guarda Civil, que lançou bombas de gás contra a linha de frente do ato. No momento em que o trabalhadores iam reagir contra os guardas, meia dúzia de seguranças das centrais começaram a agredir os manifestantes. O que se viu depois disso foi uma longa discussão e brigas entre os manifestantes enquanto do caminhão de som os líderes sindicais acusavam os ativistas independentes de tentar atrapalhar o ato.

Discurso antigo de pelego, isso sim. A mídia independente Mariachi flagrou a agressão de um destes seguranças (da CUT) a um midiativista, veja no vídeo abaixo.

Nas redes sociais, os mesmos seguranças se exibiam tirando onda com o que ocorreu no ato, em uma das postagens um deles escreve: “Os Black Bloc vão morrer porra”. Isso mostra o quão longe está a tal “militância” destas centrais sindicais diante da realidade dos protestos populares. Principalmente depois de 2013, quando estes sindicatos começaram a perder autonomia dos protestos e a não liderança através do apoio mútuo se tornaram um novo caminho revolucionário a se seguir nas ruas. O discurso destes bate-paus é o mesmo da mídia que chamam adéptos da ação direta de “mascarados”, mostrando também o quanto são limitados na compreensão da tática de defesa e de reação à repressão do estado e do sistema opressor.

A centrais sindicais ignoram  os manifestantes autônomos e independentes aos seu controle sindical, que com uma proposta mais revolucionária se dispõem como movimento do povo na linha de frente dos atos ao invés de dar ouvidos a lideranças que pensam no povo como massa.

Essa intolerância dos sindicatos nunca irá ajudar na construção da luta dos trabalhadores pelo poder popular, enquanto o povo se organiza de forma independente as centrais vão ficando para trás com seus balões, líderes e carros de som. Vimos isto ontem, quando mesmo com a discussão acirrada entre os seguranças e os manifestantes, em um certo momento todos os trabalhadores deixaram de dar atenção para os gritos polarizados dos líderes sindicais e ignorando a truculência dos bate-paus resolveram voltar seu foco para a repressão dos guardas municipais.

Uma grande resistência contra a Guarda Civil e posteriormente contra o Batalhão de Choque pôde ser vista pelas ruas do centro do Rio, mas os mais combativos e que davam realmente o recado eram os ativistas independentes e autônomos, não vimos nenhum destes seguranças ou líderes dos sindicatos lutando contra a repressão, vimos jovens combativos que com camisetas protegiam seus rostos da vigilância estatal e dos infiltrados no ato, pois eles não usam máscara por que querem ou por pura estética, não é como usar um boné da CUT ou da Força Sindical, é se proteger da perseguição que vão sofrer depois da ação direta.

Entender a tática e a ação direta como parte da luta por direitos é essencial para que a mesma avance, se manter no passado seguindo regras burocráticas de organizações centralizadoras é andar para trás, é repetir o retrocesso que o Governo Federal quer impor ao povo com as reformas e medidas de austeridade, é compactuar com a repressão e com a vigência de um estado autoritário e sem direitos básicos.

 

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