Traficando informação

A serviço de quem está os ‘Jornalistas Livres’

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Por Igor Silva – Para ler o texto original clique aqui.

Autointitulada imprensa livre novamente criminaliza manifestantes combativos.

Parecia o fatídico Editorial da Folha de S. Paulo “Fascistas à solta”, que criminalizava e pedia a punição dos black blocs em setembro de 2016. Mas dessa vez quem roga pela perseguição aos militantes combativos é o coletivo Jornalistas Livres, que mais uma vez dispara discursos ignorantes e fazem coro com a grande mídia e grupos da direita como o MBL.

Em sua descrição no Facebook o grupo diz “ #JornalistasLivres em defesa da democracia: Cobertura colaborativa contra a manipulação política da mídia tradicional; pelas narrativas independentes.”. Há claras contradições no discurso e na prática deles, que a todo momento em suas narrativas, criminalizam jovens que optaram pela via revolucionária contra os desmandos do Estado. Na primeira vez uma colaboradora dos JL regurgitou palavras de ódio aos adeptos da tática black bloc em meados de setembro, quando ocorreu o impeachment de Dilma Rousseff. Agora, depois do grande ato em Brasilia, contra PEC 241/55, fez uma montagem separando os manifestantes entre aqueles que mereciam e não a repressão.

Há duas hipóteses que levam a esse claro ódio a juventude combativa: A primeira é que o coletivo JN (Ops, JL) fez uma intensa campanha contra o impeachment, e segundo a teoria petista, as mobilizações de 2013 e 2014 provocaram a reação da direita e, consequentemente, a retirada de Dilma Rousseff. Nesses momentos estavam nas ruas exatamente os jovens combativos que lutavam contra o preço das tarifas de ônibus e contra Copa fazendo ampla oposição ao governo da então presidente. A segunda, é que é aterrorizante para movimentos burocratas, principalmente os braços do antigo governo, perderem o controle sobre uma manifestação, pois temem ceifar seus tentáculos de controle de suas base, e por isso usam suas mídias “alternativas” como Jornalistas Livres e Mídia Ninja para atacarem os rebeldes.

Seja qual for, está seguindo a risca os mandamentos de um coletivo pelego, braço de um partido traidor da classe trabalhadora e dos estudantes. Consequentemente, usam da policia e do poder judiciário- mesmo sendo ferrados por eles- para manter a ordem, com a expectativa de terem novamente o controle dessas intuições. Porém, ainda não aprenderam que não passam de meros gerentes da burguesia, e que seu imaginário de chegar ao poder só acontecerá se agradarem novamente a classe dominante, assim como foi a era PT.

Procurei pelo coletivo e os mesmos responderam da seguinte forma:

“ Caro Igor,
A primeira frase de nosso manifesto de constituição é:
“#JornalistasLivres somos uma rede de coletivos originada na diversidade. Existimos em contraponto à falsa unidade de pensamento e ação do jornalismo praticado pela mídia tradicional centralizada e centralizadora. Pensamos com nossas próprias cabeças, cada um(a) de nós com sua própria cabeça. Os valores que nos unem são o amor apaixonado pela democracia e a defesa radical dos direitos humanos.”
Nosso manifesto completo está em https://jornalistaslivres.org/quem-somos/
Desse modo, um artigo assinado em nosso site ou em nossos perfis nas mídias sociais reflete a opinião de quem assina a matéria.
Obrigado e um abraço.”.

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